domingo, 12 de maio de 2019

Matriz e Revisões para a prova global


  
MATRIZ DA PROVA GLOBAL

Ano letivo 2018/2019
Domínio/subdomínio
Conteúdos
Cotação
 (em pontos)
Grupo I
Subdomínio 2.1. O mundo helénico
      Caracteriza o modelo de democracia ateniense do século V a.C. no seu pioneirismo e nos seus limites.
       Definir romanização
      Enumerar aspetos do património material e imaterial legado pelos gregos e romanos.


25
Grupo II

Subdomínio 5.1.
O expansionismo Europeu



      Explica as condições e motivações de arranque da expansão portuguesa
     Localiza geograficamente as etapas da expansão marítima portuguesa no séc. XV
     Explica o acordo luso-castelhano de Alcáçovas
     Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.
     Avalia as consequências do encontro de culturas

25
Grupo III

Subdomínio 6.1.
A arte barroca nas suas principais expressões



      Caracteriza a arte barroca nas suas principais expressões




10
Grupo IV
Subdomínio 6.2.
Um século de mudanças (século XVIII)

        Identifica os princípios norteadores do   Iluminismo e os seus principais representantes
       Analisa a influência das ideias iluministas na governação do Marquês de Pombal.



28
Grupo V
Subdomínio 7.2.
Revoluções e Estados liberais conservadores: as revoluções, americana, francesa e portuguesa

       Compara os princípios políticos e sociais do Antigo Regime com os princípios aplicados a partir das Revoluções Liberais



12%
Total: 100




A Herança do Mediterrâneo Antigo
      Caracteriza o modelo de democracia ateniense do século V a.C. no seu pioneirismo e nos seus limites.
Definir romanização
  Enumerar aspetos do património material e imaterial legado pelos gregos e romanos.
A Democracia ateniense foi fundada por  Clístenes e Péricles no século V A. C.
Era uma democracia:
 .  indirecta:  só 500 cidadãos eram sorteados para o Conselho dos 500 ( 50 de  cada vez)      
  . direta:  na Eclésia ou Assembleia dos Cidadãos participavam  todos os cidadãos
Todos os cidadãos eram iguais perante a lei, mas eram uma minoria, na sociedade. (c. 10%)
Era uma democracia que apresentava limitações:
- só os Cidadãos (filhos de pai e mãe ateniense) participavam na vida política.
A eleição era feita por nomeação ( ex: Magistrados) ou sorteio ( ex.:Bulé)
Não podiam participar na vida política:
 os Metecos – estrangeiros – não podiam ter propriedades; eram comerciantes
- Mulheres
- Escravos.
Segundo  Péricles,  a Democracia ateniense procura  satisfazer o maior número de pessoas e não apenas  uma minoria; “ no tocante às leis, todos são iguais;  Não é o facto de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos”; “a pobreza não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à cidade, seja impedido de fazê-lo.”
Apesar  de Clístenes e Péricles terem posto em prática um regime democrático,
 não era perfeito. A democracia ateniense estabeleceu a igualdade entre os  homens livres.. Atenas concedeu o direito de cidadania aos cidadãos estabelecidos  no seu território. Aos olhos dos atenienses  nenhuma sociedade podia dispensar os  escravos, considerados por alguns, seres inferiores.  A fim de consagrar as suas  forças e inteligência à cidade, os cidadãos deviam estar aliviados das ocupações domésticas e dos trabalhos manuais; as mulheres deveriam viver no Gineceu e  dedicar a sua inteligência à gestão da casa e à educação dos filhos e não poderiam participar na vida política. Havia, ainda,  limitações à liberdade de expressão,  o que levou alguns cidadãos ao ostracismo, ou à condenação à morte. Atenas  serviu-se, também, da Liga de Delos para impor a sua supremacia sobre  os seus aliados, foi o imperialismo.
Em síntese, que limitações tinha a democracia ateniense?
As mulheres não podiam participar na vida política. Cabia-lhes educar os filhos e gerir a casa.
Viviam na dependência de pais e maridos. Permaneciam, grande parte do tempo, na parte feminina da casa – o Gineceu.
Os Metecos eram os estrangeiros residentes em Atenas. Não podiam participar na vida da sua cidade. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, chegando a acumular grandes fortunas. Tinham o dever de cumprir o serviço militar e de pagar impostos.
Existia escravatura, sendo os escravos considerados seres inferiores e que  não tinham nenhuns direitos.
Quem tentasse tomar o poder da pólis (cidade), era  votado ao ostracismo (exílio)
Tal como outros, o filósofo Sócrates acusado de corromper, a juventude foi condenado à morte.
Atenas tentou dominar outras cidades e fundou a Liga de Delos, ou seja, foi imperialista.

A civilização grega  e romana contribuiu com um legado importante para  o mundo Ocidental atual:
Os gregos ampliaram o alfabeto Fenício, passando-os, depois aos romanos
Divulgaram a moeda
Atenas foi o berço da democracia
O Culto de Dionísio - originou o teatro
Foi na  Grécia que se originou a Filosofia ( amigo da sabedoria), a arte de bem pensar.
Foi na  Grécia que se originou da História, como narrativa dos factos passados para exemplo futuro com Heródoto; Tucídides e a Oratória  - arte de bem falar e convencer
O seu Ideal de vida: "Alma sã numa corpo são" ainda é hoje a base dos sistemas educativos ocidentais: sistema de educação integral e equilibrado, baseado no desenvolvimento da parte intelectual, física e espiritual do ser humano.
Foi a Grécia que  criou os Jogos Olímpicos, em honra do deus Zeus, em Olímpia
A Arte grega  é  um equilíbrio sempre repetido ao longo do tempo com o frontão e as ordens: dórica; jónica e coríntia.


CIVILIZAÇÃO ROMANA
ROMANIZAÇÃO
O exército disciplinado, a rede de estradas, a língua latina, o direito romano e a administração romana concedendo o papel de cidadãos aos povos conquistados e integrando os seus chefes, na administração, são importantes elementos de romanização.
Nos territórios dos povos conquistados, os romanos desenvolveram a agricultura com novos métodos, a criação de gado; a exploração do solo e o comércio.
Desta forma, os Romanos conseguiram conquistar um vasto Império e influenciar profundamente, os povos conquistados.
O processo de influência cultural dos romanos sobre os povos conquistados denomina-se romanização.

Fatores de romanização:
Os romanos construíram por todo o Império estradas, Pontes; monumentos como teatros, circo,  nomes de cidades; tornaram obrigatório o latim nos documentos oficiais.
Ensinaram novos métodos de construção:

LEGADO CIVILIZACIONAL ROMANO
Os romanos influenciaram a nossa civilização através de:
- Latim
-Numeração romana
-Conceito utilitário da arquitetura, construindo estradas; pontes; aquedutos; casas; termas; teatros; anfiteatros;  templos e o conceito de urbanismo.
- A nível arquitetónico inventaram o arco de volta perfeita; abóbada de berço e a cúpula.







Conceito de arte monumental.
- DIREITO Romano aplicado a todos os povos conquistados.
- Direito de cidadania extensivo a todos os povos livres do Império.
- Administração – Município.
- Novas técnicas de fazer artesanato e agricultura.
- No final do Império, permitiram a divulgação do Cristianismo.
- Conceito de lazer baseado na comédia e nos jogos de anfiteatro ( jogos de homens com animais e homens com homens).
- Literatura. Ex. A Eneida de Virgílio vai influenciar os Lusíadas.
- Imitaram e transmitiram a filosofia grega.
- Novos elementos na arquitetura como: arco de volta perfeita; abóboda de berço e a cúpula.

Expansão e Mudança nos séc.XV e XVI
- Explica as condições e motivações de arranque da expansão portuguesa.

Os portugueses tinham condições geográficas priviligeadas: longa faixa marítima;  bons portos;povo com mentalidade marítima,identificando-se com o uso do mar, que  entendeu o valor do mar e dele quis tirar proveito.  valor do mar e dele quis tirar proveito;  humanas:  povo habituado à pesca. Durante a idade Média, a, a base da economia portuguesa foi a agricultura e a economia portuguesa foi a pesca; condições técnicas: Conhecimento das técnicas de marear como a as técnicas de marear: navegação por cabotagem (ao longo da costa); Caravela com vela latina que permitia bolinar ( navegar contra o vento), conhecimento de instrumentos de orientação: bússola, astrolábio, quadrante, balestilha; condições Sociais: Espírito de cruzada. Todos os grupos sociais estavam motivados a lançarem-se na expansão.

Meios técnicos



Astrolábio; Balestilha; Quadrante








Motivações:
Económicas: Procura de cereais; acesso a novos produtos (especiarias, açúcar, plantas tintureiras….), procura de metais preciosos como o ouro e a prata.
Sociais: Coroa queria afirmar-se internacionalmente, ganhando prestígio, através do controlo de novas terras; resolver os problemas sociais e económicos provocados pela diminuição demográfica e pelas guerras com Castela; Nobreza: pretendia ter acesso a novos cargos administrativos e militares e ao alargamento dos seus territórios, com vista ao aumento das suas rendas; Burguesia:  pretendia encontrar novos mercados e produtos; Povo: esperança de melhorar a sua vida, através da distribuição para cultivar e encontrar novas ocupações.
Religiosas: Difusão da fé cristã e combate aos infiéis (muçulmanos).

- Localiza geograficamente as etapas da expansão marítima portuguesa no séc. XV
Etapas da Expansão:


O Infante D. Henrique foi o grande impulsionador dos Descobrimentos até à Serra Leoa. Depois da sua morte, D. Afonso V arrendou o comércio e navegação do Golfo da Guiné a Fernão Gomes, com a obrigação de descobrir 100 léguas de costa, por ano.
D. João II, quando toma o poder, dirige o comércio em regime de monopólio régio, impulsionando a descoberta da coata ocidental africana entre o Cabo de Santa Catarina  e S. Brás, já na costa oriental.
É neste reinado que Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança, assim chamado porque a partir daí, os portugueses tinham a esperança de chegar à Índia.


A rivalidade luso-castelhana


- o acordo luso-castelhano de Alcáçovas




A expansão marítima conduziu a conflitos entre Portugal e Castela, ambos interessados no domínio dos mares e na descoberta de novas terras.
A chegada de Cristóvão Colombo à América reacendeu a rivalidade luso-castelhana. Invocando o Tratado de Alcáçovas (1479), que concedia a Portugal as terras a sul das ilhas Canárias, D. João II entendia que os novos territórios descobertos pertenciam a Portugal. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertos por um navegador ao seu serviço. Para resolver este diferendo, o papa apresentou uma proposta na qual o mundo seria dividido por dois grandes meridianos. A proposta foi aceite e em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que definia a posse das terras descobertas ou a descobrir por Portugal e Espanha: a ocidente do meridiano, as terras pertenciam a Espanha, a oriente, pertenciam a Portugal.
Estava assim estabelecida a doutrina do mare clausum ("mar fechado"), princípio que impedia a navegação marítima de outros países.
Antes deste tratado, existia já um outro, o de Alcáçovas (1479), no entanto, depois da viagem de Cristóvão Colombo, D. João II  solicita a redefinição das zonas de expansão, por considerar que as terras de Colombo ficavam no paralelo português de Alcáçovas. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertas por um navegador ao seu serviço. No entanto, a reunião de Tordesilhas irá definir a divisão do mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental de Cabo Verde, dá a Castela as Antilhas, descobertas por Colombo, mas abre boas perspectivas de domínio de terras aos portugueses. É o caso do Brasil e da Índia.

- Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.




Colombo faz a 1ª viagem às Antilhas, D. João II já se tinha encarregado da política de expansão, mandando Diogo Cão navegar para sul; Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, por terra, para se informarem da navegabilidade da costa oriental de África e Bartolomeu Dias para descobrir a passagem entre o oceano Atlântico e o Índico.



As Antilhas descobertas por Colombo ficavam localizadas em terras que, segundo o Tratado de Alcáçovas podiam ser portuguesas. Desta forma, D. João II, apesar de terem sido descobertas ao serviço dos reis de Castela, reivindica-as para a Coroa portuguesa. Depois de muitas negociações é assinado o Tratado de Tordesilhas que dá as Antilhas aos castelhanos, mas divide o mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste de Cabo verde: o ocidental para Castela e o oriental para Portugal.
O Tratado de Tordesilhas vai dar a Portugal o comércio da costa ocidental africana, a Índia e quase todo o extremo oriente e, mais tarde, o Brasil.

- Avalia as consequências do encontro de culturas

Transformações decorrentes do comércio à escala mundial
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Contactos dos portugueses com outros Povos
Em África, os portugueses  contactaram com a civilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.

Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa: Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão: Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

Influência da Expansão em Portugal
Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos negros para todas as tarefas.
Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta, canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.
Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.
O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e influenciou na arte.
A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.

Contactos dos portugueses com outros Povos
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Em África, os portugueses  contactaram com acivilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.
Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa – Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão:
Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

A arte barroca nas suas principais expressões

- Caracteriza a arte barroca nas suas principais expressões
A Arquitectura barroca caracteriza-se:
- GRANDIOSIDADE
- DINAMISMO DAS FORMAS
- EXUBERÂNCIA DECORATIVA
- GOSTO PELO MOVIMENTO – TRANSMITIDO PELA UTILIZAÇÃO DE CURVAS E CONTRACURVAS E FACHADAS ONDULANTES.

- HORROR AO VAZIO – DE QUE RESULTA A DECORAÇÃO EXUBERANTE DOS ESPAÇOS, PREENCHIDOS COM BAIXOS-RELEVOS, AZULEJOS, TALHA DOURADA



                                                          Igreja de S. Francisco, Porto

Gosto pelo MOVIMENTO – transmitido pela utilização de curvas e contracurvas e fachadas ondulantes.



A escultura barroca caracteriza-se:
- MOVIMENTO
- DRAMATISMO
- JOGO DE LUZ E SOMBRA

- ATITUDE E EXPRESSÃO EMOTIVA


 Êxtase de Santa Teresa – Bernini

PINTURA
- INTENSIDADE DE LUZ E DA COR
- DRAMATISMO DA CENA

- CONTRASTES DE LUZ E SOMBRA
  
                                              Ronda da noite de Rembrand.

- PROCURA DE ILUSÕES ÓPTICAS.
              Abóboda da capela de Stº Inácio (Igreja de Jesus Roma).

               Ilusão ótica.

 Como se caracteriza a arte barroca?
 Arquitetura - grandiosidade e riqueza da decoração, pela sensação de movimento e HORROR AO VAZIO.
Escultura -  exuberância das formas, expressões teatrais, DRAMATISMO, jogo de luz e sombra, INTENSIDADE DE LUZ, DA COR e pelo movimento.

Pintura - pela riqueza da cor, contrastes de luz e sombra, movimento, dramatismo das figuras e das cenas e pela procura de ilusões ópticas.
O BARROCO representou uma nova mentalidade.
Marcada pelo espectacular, pela exuberância e pelo dramatismo, por ambientes faustosos, festas pomposas, roupas luxuosas, grandes procissões, música e literatura rebuscada.
O seu aspecto faustoso e deslumbrante serviu à Igreja Católica para atrair fiéis e combater o Protestantismo.
A arte barroca pretende impressionar o crente e chamá-lo à prática religiosa.
 Um século de mudanças (século XVIII)
Identifica os princípios norteadores do Iluminismo e os seus principais representantes

ILUMINISMO
No século XVIII, desenvolveu-se, na Europa, um movimento de renovação cultural que se denominou de Iluminismo.
Este movimento defendia os seguintes princípios:

ANTIGO REGIME:
Designa o período anterior à Revolução Francesa. É dominado a nível político pelo absolutismo régio, baseado na Teoria do Direito Divino da autoridade, ou seja, pensa-se que Deus dá o poder ao Rei que o concentra na sua pessoa, tendo, apenas que dar contas a Deus.  A pouco e pouco, passa mesmo a governar sozinho, sem convocar as Cortes. A sociedade é hierarquizada, divide-se em Ordens privilegiadas (Clero e Nobreza) e Povo ( Burguesia e povo) sem privilégios, tendo que sustentar as outras ordens com o seu trabalho e pagando-lhes impostos.
O Iluminismo vem pôr em causa estes princípios:

Que princípios defendia o Iluminismo?

Crença no valor da Razão – só a razão liberta o Homem da ignorância e das forças opressoras (religião, Igreja, Estado absolutista)
A Ideia de Progresso – a educação é a via privilegiada para o progresso da Humanidade.
O direito à Felicidade – a sociedade deve ser organizada de modo a que o Homem possa ser feliz.
O espírito de Tolerância – os homens devem lutar pela igualdade perante a lei, justiça, liberdade de pensamento e respeito pelos outros. Ex: Voltaire
Soberania popular – Contrato Social: o poder reside no povo que o cede aos seus representantes para governarem de acordo com os interesses do povo. Ex: Rousseau
Divisão tripartida do poder legislativo; executivo e judicial. Ex: Montesquieu
OS IDEAIS ILUMINISTAS DIFUNDIRAM-SE ATRAVÉS DE:
- Clubes; cafés; salões; academias; jornais; livros (como a enciclopédia) e ainda por ação da Maçonaria.
Os ideais iluministas foram aplicados nas Revoluções Liberais ( Independência dos Estados Unidos da América; Revolução Liberal Portuguesa), bem como em todo um conjunto de revoluções ocorridas por toda a Europa e América. Os regimes saídos destas revoluções defendem:
- Igualdade e Liberdade da pessoa Humana
- Soberania popular: o poder reside no povo que o cede através de um contrato (eleições) aos seus governantes, tendo estes que governar de acordo com a vontade popular. Esta teoria á baseada no “Contrato Social” de Rousseau.
- Divisão Tripartida do Poder – ( Teoria defendida por Montesquieu) -  O poder é separado em Legislativo ( Assembleia ou Parlamento), que faz as leis; executivo ( rei ou presidente), que aplica as leis e judicial  (tribunais) que julga quem não cumpre as leis.
A influência das ideias iluministas na governação do Marquês de Pombal.

 DESPOTISMO ESCLARECIDO
O Marquês de Pombal foi um estrangeirado que, como Luís António Verney, Francisco Sanches e outros, estudou no estrangeiro e tomou contacto com as ideias iluministas. Quis mesmo implementá-las no nosso país. O urbanismo de Lisboa com ruas largas e em quadrículas, casas inovadoras no desenho e na funcionalidade anti-sísmica e antid, estrutura muito semelhante, da mesma altura, sem evidentes distinções de  ordens sociais. As reformas no ensino são exemplos da criação de uma sociedade onde diminuem os grupos privilegiados e se dá poder à burguesia., criando-se uma “Aula do Comércio” para a burguesia aplicar nos seus negócios.

Reformas pombalinas: 

Revoluções e Estados liberais conservadores: as revoluções, americana, francesa e portuguesa
- Compara os princípios políticos e sociais do Antigo Regime com os princípios aplicados a partir das Revoluções Liberais

PRINCÍPIOS DEFENDIDOS PELAS REVOLUÇÕES LIBERAIS
Defendiam os seguintes princípios ILUMINISTAS: Crença no valor da razão; ideia do progresso; o direito à felicidade; espírito de tolerância; a soberania popular e a divisão dos poderes.
Lutavam contra desigualdade social, a intolerância, a ignorância (falta de instrução) do povo.
Constituição  dos EUA (1789) . Aplicou os ideais iluministas: Separação dos poderes; liberdade  e direitos dos cidadãos; Soberania da Nação.
A Revolução Francesa impôs uma nova conceção do poder, soberania da Nação, separação dos poderes, monarquia constitutucional;nova ordem social:  extinção da sociedade de ordens, passagem à sociedade de classes e ascensão da burguesia;  carácter universalista: difusão dos ideais revolucionárias pela Europa e América.

A Concretização dos ideais revolucionários
Influência da Revolução Francesa na Europa

Alterações políticas:

- Fim da monarquia absolutista;
- Separação dos poderes;
- Soberania nacional (expressa no voto do povo9
- Constituição  ( obedecendo à lei de separação dos poderes)
- Direitos e liberdades fundamentais
- O que dá origem ao e de novos regimes pela Europa  e América.

Mudanças Sociais:
- Fim da sociedade de ordens~- abolição dos privilégios da nobreza e do clero
- Igualdade dos cidadão perante a Lei
- Promoção da burguesia

Tudo isto conduz à sociedade de classes.