sábado, 12 de novembro de 2011

Expansão - síntese

Cristóvão Colombo e D. João II

 Baseando-te nos elementos que a seguir te fornecemos, redige um diálogo entre Cristóvão Colombo e D. João IIno qual o primeiro tente convencer o rei a apoiar uma viagem à Índia navegando para ocidente.
Não te esqueças de que Cristóvão Colombo tinha que dar argumentos sólidos e que D. João II foi um rei que dirigiu a empresa da expansão por ele próprio, embora tivesse um círculo de astrónomos, cartógrafos, geógrafos  e marinheiros experientes que o aconselhavam.
Carla Carvalho e Maria de Fátima Gomes

Cristóvão Colombo nasceu em Génova, por volta do ano 1451. Marinheiro desde a sua infância, transformou-se num brilhante cartógrafo e num dos mais famosos exploradores da humanidade. Viveu no arquipélago da Madeira onde casou com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo
O marinheiro acreditava chegar à Índia mais rapidamente se navegasse para  ocidente e não para oriente. É que em 1492, alguns eruditos pensavam que entre a Europa e o Catai ( a China) existia um enorme oceano no qual se encontravam grandes ilhas, entre as quais ficaria Cipango (Japão).
Colombo calculou a distância de Lisboa ao Japão em 2750 milhas (5600Km) pediu a D. João II para financiar uma viagem à Índia, navegando para ocidente. *
No entanto, D. João II tinha investido todo o seu esforço nas navegações para oriente, por isso não se interessou por esse projeto.
Após seis anos em busca de apoio encontrou-o no Rei Fernando e na Rainha Isabel, de Castela. Em 1492, numa singela embarcação de 100 toneladas, a Santa Maria, com 52 homens, seguida por duas outras caravelas uma de 50 toneladas e outra de 40 toneladas rumou para ocidente e descobriu as Antilhas.
* O Japão está a 12 000milhas (19 300 K) a ocidente de Espanha

D. João II, que  contava com conselheiros muito experientes dirige as navegações em busca de uma rota para a ìndia. Para isso seria preciso encontrar a ligação entre o oceano atlântico e o Índico e ter a certeza da navegabilidade da costa ocidental de África. Para isso envia Diogo Cão que descobre a foz do rio Zaire e depois Bartolomeu Dias que dobra o Cabo das Tormentas, chamado depois da Esperança pela esperança que deu aos portugueses de chegar à Índia. Envia por terra Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva para se certificar da navegabilidade da costa oriental de África e procurar o Preste João ( príncipe cristão) que o ajudasse a combater os Muçulmanos. Estava tudo preparado para se chegar à Índia por oriente e retirar aos muçulmanos o comércio das especiarias da Índia.

Carla Carvalho e Maria de Fátima Gomes

A PENETRAÇÃO PORTUGUESA NO MUNDO ASIÁTICO

D. Henrique; D. João II; Vasco da Gama

Para aprofundares a personalidade de algumas personagens ligadas à expansão portuguesa, vai ao linK:


http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/progtv.php

D. João II e a rivalidade luso Castelhana

A política expansionista de D. João II e a rivalidade luso castelhana

Exploração da costa africana - ficha de trabalho

Ilhas Atlânticas

A conquista de Ceuta

Os motivos da expansão portuguesa

Infante D. Henrique


AS CONDIÇÕES DA PRIORIDADE PORTUGUESA

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

a Cúpula da Catedral de Florença


Publicado em Novembro 11th, 2011 por apat






Durante seis séculos foi um dos maiores mistérios da história da arquitectura mas agora, depois de um estudo de 30 anos, o arquitecto italiano Massimo Ricci garante ter desvendado o segredo sobre a técnica que Filippo Brunelleschi utilizou na construção da cúpula da Catedral de Florença, Santa María del Fiore. Brunelleschi utilizou técnicas diferentes na estrutura interna e externa da cúpula e o próprio criou falsas pistas na construção para despistar os possíveis investigadores.
(…)
Construída nos anos 1420/1430, a cúpula da Catedral de Florença, um dos símbolos máximos da cidade italiana, foi a primeira obra do género, de grandes dimensões, construída sobre uma enorme base octogonal, desconhecendo-se até hoje o plano de construção. O arquitecto renascentista não só construiu um monumento robusto e imponente, como escondeu o truque que mantém a estrutura.
Ao longo dos séculos foram vários os investigadores e arquitectos que tentaram perceber e até reproduzir a sua construção. A grande dúvida foi sempre descobrir como é que Brunelleschi conseguiu construir a enorme cúpula sem usar um suporte de madeira ou ferro. As teorias multiplicaram-se mas nunca com uma base científica credível, ao contrário do que aconteceu com Massimo Ricci, que apresentou esta semana os resultados da investigação “de uma vida”.
Dispostos em duas camadas diferentes e de duas formas diferentes, é a estrutura interna, que é a que aguenta o peso da construção, onde os tijolos foram dispostos na diagonal, “como a espinha de um peixe”, disse Ricci, explicando que “sem utilizar material metálico algum, como muitos estudiosos defenderam no passado, mas sim graças a um sistema de cordas que permitia calcular a posição e o angulo exacto a que cada tijolo devia ser posto”. Para esconder esta técnica, Brunelleschi ordenou que se marcassem os tijolos que ficavam à superfície com um risco, para deixar crer que tinham sido dispostos na vertical. “Um sistema único e nunca mais repetido na história”, garante.
(…)
O arquitecto e professor Massimo Ricci começou a estudar a construção da cúpula em 1975, ambicionando tornar-se no primeiro investigador a descobrir o método de construção de Filippo Brunelleschi. Em 1984 construiu uma réplica da cúpula à escala de 1:5 e desde então tem vindo a publicar vários artigos científicos na área.
Massimo Ricci é ainda presidente da associação “Ser Filippo Brunelleschi” e em Novembro de 2002 foi nomeado membro do Fórum Mundial da Unesco como especialista no restauro de monumentos.
Fonte: Público, 11.11.11