PASSAGEM
DA POLÍTICA DE MARE CLAUSUM (FECHADO) – O MUNDO NAVEGADO E CONQUISTADO POR
PORTUGUESES E ESPANHÓIS - À POLÍTICA DE MARE LIBERUM
(
LIBERDADE DE NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO).
Com
o início do comércio à escala mundial, este passa a ser organizado, não como
Monopólio Régio (como aconteceu no Império Português e espanhol) mas através de
Companhias.
Este
facto dá origem a uma burguesia ativa e empreendedora, dinamizando o comércio,
as manufaturas e a banca, tendo em vista um comércio rico e lucrativo.
Surge
uma poderosa burguesia mercantil ( ex: Países Baixos e Inglaterra).
Esta burguesia mercantil cria as companhias e
as sociedades o que a torna mais
poderosa.
Sociedades
por ações são sociedades que reúnem capitais de vários empresários que passam
a assumir os lucros e riscos de forma coletiva e proporcionalmente aos
investimentos.
As
Companhias que mais se destacam são as Companhias das Índias Orientais e a Companhia
das Índias Ocidentais.
A
prosperidade deste comércio leva à criação de grandes bancos, como o Wisselbank de Amsterdão, em 1609. A
este tipo de capitalismo com apoio no
comércio e nos financiamentos através dos Bancos, chamamos Capitalismo
Comercial e financeiro.
A
prática do capitalismo comercial e financeiro pauta-se pela concorrência dos
grandes impérios coloniais à escala mundial.
RENASCIMENTO, REFORMA E CONTRA REFORMA
1. Localizar no espaço e no tempo o movimento
renascentista.
2. Identificar os fatores que favoreceram o
aparecimento do Renascimento em Itália.
3. Reconhecer no pensamento renascentista os novos
valores e atitudes bem como a influência dos modelos clássicos.
4.Identificar as principais figuras do humanismo
renascentista.
5. Reconhecer o papel desempenhado pela imprensa na
difusão das ideias renascentistas.
6. Relacionar o espírito crítico renascentista e as
viagens dos descobrimentos com o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza
em oposição ao conhecimento medieval.
7. Identificar as principais áreas em que se
verificaram os progressos do conhecimento e os respetivos autores.
8. Identificar na arte renascentista os aspetos
inovadores, evidenciando a influência clássica.
9. Descrever as novas técnicas aplicadas à
arquitetura, à pintura e à escultura.
10. Identificar os principais representantes da arte
renascentista.
11. Reconhecer a originalidade da arte Manuelina.
12. Descrever as condições e os fatores da Reforma
Protestante, enquadrando-a no contexto renascentista.
13. Descrever os meios de que se serviu a Igreja
Católica para combater o Protestantismo.
14. Caracterizar a Reforma Católica na Península
Ibérica.
15. Saber aplicar os conceitos: Renascimento,
mecenato, humanismo, naturalismo, classicismo, espírito crítico, manuelino,
Reforma, Contrarreforma, Inquisição, cristão-novo.
FICHA DE
ESTUDO ORIENTADO: RENASCIMENTO, REFORMA E CONTRA REFORMA
Renascimento
Nos séculos XV e XVI verificou-se, na Europa, um
movimento cultural e artístico que ficou conhecido por Renascimento. Foi assim designado devido ao interesse pelo «renascer» da cultura greco-latina /
clássica.
O Renascimento iniciou-se
em Itália devido à existência de variadas obras gregas e romanas, na região
( Roma fora a capital do Império Romano) e devido a terem fugido para Itália,
muitos homens cultos, depois do Império Romano do Oriente, com capital em
Constantinopla, ter sido conquistado pelos Turcos em 1453.
Em contacto com a cultura clássica, esta vai servir
de modelo ao Homem Renascentista. É o que se designa por classicismo ou seja a valorização da Antiguidade Clássica,
revivendo-se as formas e os modelos clássicos na literatura e na arte.
Ao estudar a cultura clássica, o renascentista
descobre o valor que os Antigos davam ao Homem. É o Humanismo. Na verdade, o Homem passa a ocupar o centro do
conhecimento. É o Antropocentrismo.
A procura de viver intensamente a vida terrena, com um grande desejo de fama e
glória refletiu-se, também, como uma das características da «nova mentalidade»
do Homem renascentista, conhecida por individualismo.
A segunda metade do século XV e início do século XVI
caracteriza-se pela criação. O Homem ao imitar a cultura antiga e através das
viagens empreendidas ( por exemplo, pelos portugueses e espanhóis) descobre as
insuficiências de tal cultura, criando uma nova, baseada no estudo, no espírito crítico, atribuindo grande
valor à Razão, o que permitiu progressos no conhecimento do Mundo e do Homem. A
valorização da experiência abriu
caminho a muitas
descobertas, como foi
exemplo o heliocentrismo,
teoria defendida por Galileu e Copérnico.
Muitos artistas e estudiosos do Renascimento só
sobreviveram devido à protecção de pessoas que os protegiam. Eram os Mecenas.
Então, um Mecenas
é: uma pessoa abastada que tem uma atitude de proteção para com artistas e
sábios, com vista à promoção das artes e das letras. Um bom exemplo de um
mecenas do Renascimento foi Lourenço de Médicis.
Educação
Medieval – Educação Renascentista
Na Idade Média, defende-se o ideal de cavaleiro, no
Renascimento privilegia-se os estudos diversos e amplos, (Latim; grego;
História; Geografia; Gramática; Esgrima; Dança; Música) bem como as
experiências capazes de contribuir para o ideal humanista como viagens;
contactos com outros estudiosos e estudos variados).
O ideal
humanista pressupunha que o homem se deveria interessar por todas as
coisas, estudá-las e viajar para melhor conhecer o mundo, observar e
experimentar para através do seu espírito crítico reformular o conhecimento que
tinha existido até ali.
Humanista
é uma pessoa que se interessa por tudo o que é humano: as línguas antigas; a
geografia a história; a gramática; a arte de bem falar; a ciência, as artes,
bem como desportos como a equitação e a esgrima.
Humanistas:
Francisco Petrarca – poeta
Juan Boccaccio – escritor, poeta.
Lourenço de Médicis – político
Erasmo de Roterdão – teólogo holandês, escreveu “
Elogio da Loucura”
Thomas Morus – Literato, escreveu “Utopia”
Pedro Nunes – Matemático português, inventou o
Nónio.
Miguel Cervantes – Literato espanhol, Escreveu D.
Quixote de la Mancha.
Leonardo da Vinci – pintor, escultor, arquiteto,
cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, botânico, poeta e
músico.
Luís de Camões – Poeta. Autor de “os Lusíadas”
Galileu – Formulou o sistema heliocêntrico
Copérnico – Defendeu o sistema heliocêntrico
Garcia de Orta – Botânico português
De que forma os descobrimentos portugueses
contribuíram para a mentalidade característica do Renascimento?
Garcia de
Orta pensa que os portugueses com as suas viagens de expansão, ao conhecer
melhor o mundo, a sua fauna e a sua flora, revolucionaram mais o saber do que
os romanos através dos seus estudos.
Também, os Portugueses através das viagens marítimas
levadas a cabo puseram em causa os conhecimentos de sábios como Ptolomeu, já
que demonstraram através da sua experiência que o mundo é muito maior do que se
pensava; que o mar não fervia no equador, com se chegara a pensar;
aperfeiçoaram o contorno dos continentes; viram que os outros continentes eram
habitadas por pessoas com características físicas semelhantes às europeias e
não por monstros; descobriram plantas com interesse medicinal e que o mundo era
redondo. Contribíram, assim, decisamente para o desenvolvimento da geografia e
cartografia, botânica, ciência astronómica e arte de navegar.
Meios de divulgação da mentalidade renascentista
O contacto dos humanistas nas escolas, universidades
e tipografias que frequentam são importantes meios de divulgação das ideias
humanistas, já que contribuem para a divulgação das novas ideias. A invenção da
imprensa vai facilitar a duplicação das obras humanistas em tempo e esforço. Os
humanistas comunicam uns com os outros através de cartas e viajam muito para se
encontrarem
Ciências
desenvolvidas na época do Renascimento
- Astronomia – ex. Copérnico
- Anatomia – Leonardo da Vinci
- Matemática – ex. Pedro Nunes; John Napier
- Medicina – André Vesálio e Miguel Serveto
- Botânica – Garcia de Orta
- Geografia –
Duarte Pacheco Pereira.
ARTE RENASCENTISTA