segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Oriento o meu estudo


ORGANIZO O MEU ESTUDO 

União Ibérica – 1581

  O império português do século XVI era demasiado vasto e disperso, Desta forma, o nosso império ia enfraquecendo enquanto o espanhol se engrandecia.

Em 1578, D. Sebastião, rei de  Portugal, na tentativa de restabelecer o domínio português do norte de África, organizou em 1578 uma expedição militar a Marrocos, levando um exército de 17.000 homens.

Devido à má organização deste exército, os portugueses foram vencidos em Alcácer Quibir, onde foi morto D. Sebastião, com cerca de 7000 dos seus homens. Este acontecimento provocou uma grave crise dinástica, pois D. Sebastião era solteiro e não tinha filhos. Sucedeu-lhe  o seu tio-avô, o cardeal D. Henrique já de idade avançada que vem a falecer em  1580. Surgem como pretendentes ao trono português alguns dos netos de D. Manuel:

 

·        Filipe II, rei de Espanha

·        D. António, Prior do Crato

·        D. Catarina de Bragança

 

O mais forte dos candidatos era Filipe II de Espanha, devido ao seu poderio militar e económico.

D. António, ao saber que Filipe II se preparava para invadir Portugal, organizou um pequeno exército, que viria a ser vencido na Batalha de Alcântara, por Filipe II em 1580.

Filipe II, em 1581 nas Cortes de Tomar, foi aclamado rei de Portugal, prometendo aos portuguses que Portugal e Espanha ficariam independentes. Este período denomina-se “união dinástica”.

Passaria a haver uma monarquia dual, isto é,  existiam dois reinos (Portugal e Espanha), governados por um só rei – Filipe II de Espanha.

Filipe garantia, a Portugal, a continuação de estado soberano, já que a língua portuguesa continuava língua oficial, a moeda portuguesa continuava em circulação, os funcionários da corte seriam portugueses e os comerciantes portugueses garantiriam os seus postos comerciais. Durante este reinado, Portugal teve alguma prosperidade económica e um clima de paz, mas, nos reinados de Filipe II e  Filipe III, é evidente o descontentamento dos Portugueses.

  As garantias que tinham sido dadas nas cortes de Tomar, não estavam a ser cumpridas, pois Filipe III aplicava altos impostos ao reino português e recrutava barcos e tropas portuguesas para as guerras em que a Espanha estava envolvida. Como os inimigos de Espanha se tornaram também inimigos de Portugal, as nossas possessões ultramarinas começaram a ser cobiçadas, atacadas e, em parte, ocupadas. Assim os portugueses começaram a a aspirar a recuperar a independência.

 

A Restauração da Independência  - 1 de Dezembro de 1640

  Aproveitando a situação complicada em que a Espanha se encontrava (guerra com a França, revoltas populares na Catalunha), alguns nobres portugueses revoltaram-se em Lisboa, em 1 de Dezembro de 1640, restaurando, assim a independência de Portugal.

Alguns nobres portugueses foram ao Paço da Ribeira, mataram o secretário de Estado, D. Miguel de Vasconcelos e prenderam a Duquesa de Mântua (representante do rei espanhol e neta de Filipe II).

D. João,  o Duque de Bragança, foi aclamando  rei de Portugal com o título de D. João IV.

 

UNIÃO IBÉRICA – Ficha de estudo orientado

                    PORTUGAL                                               ESPANHA

MONARQUIA DUALISTA

Cortes de Tomar - 1581

  Dois reinos,  ________

 Em Portugal : ____________________ seriam portuguesas

 Receitas dos impostos para benefício de Portugal

 Império Português reservado aos _______________

            

            A União Ibérica é quebrada em 1640 quando:

Isto aconteceu porque:

As promessas feitas por Filipe II ( I de Portugal), em Tomar não foram cumpridas pelos seus sucessores.

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UNIÃO IBÉRICA – Correção da Ficha de estudo orientado

PORTUGAL                                                            ESPANHA

 

MONARQUIA DUALISTA

Cortes de Tomar - 1581

 

  Dois reinos,  um só rei

  Em Portugal : Leis, moeda, língua; funcionários da corte seriam portuguesas

  Receitas dos impostos para benefício de Portugal

  Império Português reservado aos comerciantes portugueses

 

A União Ibérica é quebrada em 1640 quando:

Um grupo de nobres re revoltou e aclamou o rei D. João de Bragança, com o título de D. João IV, em 1 de dezembro de 1640.

No entanto, só em 1668, após a Espanha ter sido derrotada em várias batalhas é que a Espanha reconheceu a independência de Portugal.

Isto aconteceu porque:

- As promessas feitas por Filipe II ( I de Portugal), em Tomar não foram cumpridas pelos seus sucessores.

- Filipe IV (III de Portugal) entregou o governo de Portugal ao espanhol Conde Duque de Olivares

- Entre 1621 e 1649, a Espanha envolveu-se na Guerra dos 30 anos contra as Províncias Unidas e a França, entre outros.

- Entre 1621 e 1649, a Espanha envolveu-se na Guerra dos 30 anos contra as Províncias Unidas e a França entre outros.

- Os portugueses foram obrigados a ir combater nas guerras que a Espanha mantinha com as potências que lhe faziam concorrência e ainda nas regiões do Rossilhão e Catalunha que queriam tornar-se independentes.

- A Espanha com problemas económicos e com ataques ao seu império colonial lançou impostos aos portugueses.


A ascensão económica e colonial da Europa do Norte – FIcha de estudo orientado

 

PASSAGEM DA POLÍTICA DE MARE CLAUSUM (FECHADO) – O MUNDO NAVEGADO E CONQUISTADO POR PORTUGUESES E ESPANHÓIS - À POLÍTICA DE MARE LIBERUM

( LIBERDADE DE NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO).

 

Com o início do comércio à escala mundial, este passa a ser organizado, não como Monopólio Régio (como aconteceu no Império Português e espanhol) mas através de Companhias.

Este facto dá origem a uma burguesia ativa e empreendedora, dinamizando o comércio, as manufaturas e a banca, tendo em vista um comércio rico e lucrativo.

Surge uma poderosa burguesia mercantil ( ex: Países Baixos e Inglaterra).

 Esta burguesia mercantil cria as companhias e as sociedades o que a torna mais poderosa.

Sociedades por ações são sociedades que reúnem capitais de vários empresários que passam a assumir os lucros e riscos de forma coletiva e proporcionalmente aos investimentos.

As Companhias que mais se destacam são as  Companhias das Índias Orientais e a Companhia das Índias Ocidentais.

A prosperidade deste comércio leva à criação de grandes bancos, como o Wisselbank de Amsterdão, em 1609. A este tipo de capitalismo com  apoio no comércio e nos financiamentos através dos Bancos, chamamos Capitalismo Comercial e financeiro.

A prática do capitalismo comercial e financeiro pauta-se pela concorrência dos grandes impérios coloniais à escala mundial.

RENASCIMENTO, REFORMA E CONTRA REFORMA

 

1. Localizar no espaço e no tempo o movimento renascentista.

2. Identificar os fatores que favoreceram o aparecimento do Renascimento em Itália.

3. Reconhecer no pensamento renascentista os novos valores e atitudes bem como a influência dos modelos clássicos.

4.Identificar as principais figuras do humanismo renascentista.

5. Reconhecer o papel desempenhado pela imprensa na difusão das ideias renascentistas.

6. Relacionar o espírito crítico renascentista e as viagens dos descobrimentos com o desenvolvimento da curiosidade face à Natureza em oposição ao conhecimento medieval.

7. Identificar as principais áreas em que se verificaram os progressos do conhecimento e os respetivos autores.

8. Identificar na arte renascentista os aspetos inovadores, evidenciando a influência clássica.

9. Descrever as novas técnicas aplicadas à arquitetura, à pintura e à escultura.

10. Identificar os principais representantes da arte renascentista.

11. Reconhecer a originalidade da arte Manuelina.

12. Descrever as condições e os fatores da Reforma Protestante, enquadrando-a no contexto renascentista.

13. Descrever os meios de que se serviu a Igreja Católica para combater o Protestantismo.

14. Caracterizar a Reforma Católica na Península Ibérica.

15. Saber aplicar os conceitos: Renascimento, mecenato, humanismo, naturalismo, classicismo, espírito crítico, manuelino, Reforma, Contrarreforma, Inquisição, cristão-novo.

 

 

 FICHA DE ESTUDO ORIENTADO: RENASCIMENTO, REFORMA E CONTRA REFORMA

Renascimento

Nos séculos XV e XVI verificou-se, na Europa, um movimento cultural e artístico que ficou conhecido por Renascimento. Foi assim designado devido ao interesse pelo «renascer» da cultura greco-latina / clássica.

O Renascimento iniciou-se em Itália devido à existência de variadas obras gregas e romanas, na região ( Roma fora a capital do Império Romano) e devido a terem fugido para Itália, muitos homens cultos, depois do Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla, ter sido conquistado pelos Turcos em 1453.

Em contacto com a cultura clássica, esta vai servir de modelo ao Homem Renascentista. É o que se designa por classicismo ou seja a valorização da Antiguidade Clássica, revivendo-se as formas e os modelos clássicos na literatura e na arte.

Ao estudar a cultura clássica, o renascentista descobre o valor que os Antigos davam ao Homem. É o Humanismo. Na verdade, o Homem passa a ocupar o centro do conhecimento. É o Antropocentrismo. A procura de viver intensamente a vida terrena, com um grande desejo de fama e glória refletiu-se, também, como uma das características da «nova mentalidade» do Homem renascentista, conhecida por individualismo.

A segunda metade do século XV e início do século XVI caracteriza-se pela criação. O Homem ao imitar a cultura antiga e através das viagens empreendidas ( por exemplo, pelos portugueses e espanhóis) descobre as insuficiências de tal cultura, criando uma nova, baseada no estudo, no espírito crítico, atribuindo grande valor à Razão, o que permitiu progressos no conhecimento do Mundo e do Homem. A valorização    da    experiência   abriu   caminho   a   muitas   descobertas,   como  foi   exemplo o heliocentrismo, teoria defendida por Galileu e Copérnico.

Muitos artistas e estudiosos do Renascimento só sobreviveram devido à protecção de pessoas que os protegiam. Eram os Mecenas.

Então, um Mecenas é: uma pessoa abastada que tem uma atitude de proteção para com artistas e sábios, com vista à promoção das artes e das letras. Um bom exemplo de um mecenas do Renascimento foi Lourenço de Médicis.

 

Educação Medieval – Educação Renascentista

Na Idade Média, defende-se o ideal de cavaleiro, no Renascimento privilegia-se os estudos diversos e amplos, (Latim; grego; História; Geografia; Gramática; Esgrima; Dança; Música) bem como as experiências capazes de contribuir para o ideal humanista como viagens; contactos com outros estudiosos e estudos variados).

O ideal humanista pressupunha que o homem se deveria interessar por todas as coisas, estudá-las e viajar para melhor conhecer o mundo, observar e experimentar para através do seu espírito crítico reformular o conhecimento que tinha existido até ali.

Humanista é uma pessoa que se interessa por tudo o que é humano: as línguas antigas; a geografia a história; a gramática; a arte de bem falar; a ciência, as artes, bem como desportos como a equitação e a esgrima.

 

Humanistas:

Francisco Petrarca – poeta

Juan Boccaccio – escritor, poeta.

Lourenço de Médicis – político

Erasmo de Roterdão – teólogo holandês, escreveu “ Elogio da Loucura”

Thomas Morus – Literato, escreveu “Utopia”

Pedro Nunes – Matemático português, inventou o Nónio.

Miguel Cervantes – Literato espanhol, Escreveu D. Quixote de la Mancha.

Leonardo da Vinci – pintor, escultor, arquiteto, cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, botânico, poeta e músico.

Luís de Camões – Poeta. Autor de “os Lusíadas”

Galileu – Formulou o sistema heliocêntrico

Copérnico – Defendeu o sistema heliocêntrico

Garcia de Orta – Botânico português

De que forma os descobrimentos portugueses contribuíram para a mentalidade característica do Renascimento?

 

 Garcia de Orta pensa que os portugueses com as suas viagens de expansão, ao conhecer melhor o mundo, a sua fauna e a sua flora, revolucionaram mais o saber do que os romanos através dos seus estudos.

Também, os Portugueses através das viagens marítimas levadas a cabo puseram em causa os conhecimentos de sábios como Ptolomeu, já que demonstraram através da sua experiência que o mundo é muito maior do que se pensava; que o mar não fervia no equador, com se chegara a pensar; aperfeiçoaram o contorno dos continentes; viram que os outros continentes eram habitadas por pessoas com características físicas semelhantes às europeias e não por monstros; descobriram plantas com interesse medicinal e que o mundo era redondo. Contribíram, assim, decisamente para o desenvolvimento da geografia e cartografia, botânica, ciência astronómica e arte de navegar.

Meios de divulgação da mentalidade renascentista

O contacto dos humanistas nas escolas, universidades e tipografias que frequentam são importantes meios de divulgação das ideias humanistas, já que contribuem para a divulgação das novas ideias. A invenção da imprensa vai facilitar a duplicação das obras humanistas em tempo e esforço. Os humanistas comunicam uns com os outros através de cartas e viajam muito para se encontrarem

 

Ciências desenvolvidas na época do Renascimento

- Astronomia – ex. Copérnico

- Anatomia – Leonardo da Vinci

- Matemática – ex. Pedro Nunes; John Napier

- Medicina – André Vesálio e Miguel Serveto

- Botânica – Garcia de Orta

-  Geografia – Duarte Pacheco Pereira.

 

ARTE RENASCENTISTA






Legenda a imagem








Características da Arquitetura:

 

Passa-se a empregar novas técnicas, baseadas nas conceções da arte greco-romana; edifícios marcados pela horizontalidade; construções planeadas e executadas segundo regras geométricas.





Toda a construção era planeada e executada segundo regras geométricas – racionalidade, equilíbrio e simetria.

 

 

Características da Pintura:

Surgem novas temáticas: temas profanos (mitológicos, paisagens) e retratos.

- Adoptou os modelos clássicos da Antiguidade (recriação das formas de arte clássica)

- Aplicação de novas técnicas: (pintura a óleo, sfumato); novas formas de representação da realidade (técnica da perspectiva, naturalismo, realismo, composição geométrica); pintura a óleo com representação de transparências e transição muito suave de cores.

Em síntese, a pintura renascentista apresenta: Rigor; equilíbrio; harmonia; realismo e naturalismo.

Pintores: Leonardo da Vinci; Miguel Ângelo; Rafael, entre outros.



Mona Lisa de Leonardo da Vinci

Características da Escultura

 Tratamento do corpo humano segundo a tradição clássica (preferência pela representação do nu); figuras com uma vigorosa expressão dramática. A escultura liberta-se da arquitetura; aplica o ideal clássico de beleza; é harmoniosa e obedece ao realismo (rigor expressivo e anatómico). Apresenta estudo, planeamento e domínio rigoroso da técnica, das formas, proporções, perspetiva e leis matemáticas.

 Em síntese carateriza-se pelo realismo; naturalismo; expressividade; simetria; rigor e harmonia das formas.

 Escultores: Ex: Miguel Ângelo; Donatelo


                                                 





Novidade de Arte Renascentista

Surgem novas temáticas: temas profanos (mitológicos, paisagens) e retratos

- Adotou os modelos clássicos da Antiguidade (recriação das formas de arte clássica)

- Aplicação de novas técnicas

 

Portugal:

 

                                   Janela do Convento de Cristo de Tomar e o Manuelino



A janela do Convento de Cristo de Tomar parte de um marinheiro que sustenta toda a decoração e do qual parte uma corda para a direita e para a esquerda. Elevando-se ao alto vemos uma variada decoração composta por pequenas colunas cobertas de elementos naturalistas: corais, algas, alcachofras (símbolo da ressurreição). A parte superior é introduzida por novas cordas e cadeado, bem como pelas divisas de D. Manuel: esfera armilar, o escudo, várias cruzes, sob um fundo semelhante a uma carapaça de tartaruga e terminando por uma cruz maior.

 

Características da Arte Manuelina

Todos estes elementos são característicos da arte que se desenvolve no tempo do rei D. Manuel. Os motivos representados na janela de Tomar são a esfera armilar, conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, futuro rei D. Manuel I, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel, a Cruz da Ordem de Cristo, o escudo e elementos naturalistas: corais, algas, alcachofras (símbolo da ressurreição) e um marinheiro que sustenta tudo. As cordas são também muito usadas.

O Convento de Cristo de Tomar; O Mosteiro dos Jerónimos ou o Mosteiro da Batalha são alguns exemplos desta arte.

 

Arte Renascentista em Portugal

A arte renascentista de influência italiana ou flamenga foi tardia, em Portugal. É exemplo disso o claustro do Convento de Cristo de Tomar construído, no tempo de D. João III. Apresenta uma ordem clássica por andar e arcos de volta perfeita.


A pintura ficou conhecida sobretudo a partir da obra de Vasco Fernandes ou Grão Vasco. Obedece às inovações introduzidas pelo renascimento italiano: perspetiva, composição triangular, contraste entre o claro-escuro e pintura a óleo.


S. Pedro, de Vasco Fernandes  mais conhecido por Grão Vasco, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu.



Os painéis de S. Vicente são outro exemplo deste período


 REFORMA PROTESTANTE

 Razões de contestação da Igreja Católica

 

 Havia imoralidade segundo os preceitos do catolicismo: os padres, bispos e até o Papa tinham amantes e filhos

Muitos elementos do Clero tinham uma vida luxuosa e corrupta.  O papa preocupava-se mais com a vida de Corte, a politica e a guerra do que com as suas obrigações de chefe da Igreja;

- Os clérigos não respeitavam os seus votos (pobreza, castidade...)

- Muitos clérigos eram analfabetos e/ou tinham pouca cultura, só aspiravam ao prestígio dos cargo e ao lucro, não mostrando ter verdadeira vocação religiosa.

- A Venda das Bulas de Indulgências, documento que prometia a salvação dos pecados a quem a comprasse, e que se destinava a angariar dinheiro para a construção da basílica de S. Pedro, desagradava aos espíritos humanistas.

 

Bula de Indulgências são documentos que prometiam a salvação depois da morte, a quem os comprassem, diminuindo a permanência no purgatório.

 

 Protesto de Martinho Lutero

 

Martinho Lutero, monge alemão, revoltou-se contra a Igreja devido ao comércio de indulgências que se fazia no início do século XVI. O dinheiro arrecadado neste comércio servia para custear as obras da Catedral de São Pedro, no Vaticano.

 

Lutero, não concordando com esta venda de indulgências que absolviam os pecados dos crentes, mostrou publicamente a sua revolta ao fixar as suas “95 Teses contra as indulgências” na porta da Catedral de Wittemberg. O papa excomunga-o (ou seja expulsa-o da Igreja) .Assim, dava início a um movimento religioso de rutura com a Igreja de Roma que ficou conhecido como REFORMA PROTESTANTE.

 

A Reforma protestante deu origem a Igrejas, como: Luterana ( fundada por Lutero); Calvinista ( Calvino) e Anglicana (fundada por Henrique VIII de Inglaterra)

 

 O Luteranismo defendia:

 

Salvação só se alcança pela fé. O Culto deve basear-se na leitura da Bíblia; é abolido o culto à Virgem Maria e aos Santos; definem-se apenas dois sacramentos e determina-se a extinção do celibato dos padres.

A Bíblia é traduzida para alemão.

 O Calvinismo defendia a salvação pela fé a a predestinação. A base do culto é também a Bíblia.

 O Anglicanismo, fundado por Henrique VIII em Inglaterra, é um compromisso entre o catolicismo e o protestantismo.

  Em Síntese, as Igrejas Protestantes: Luterana, Calvinista e Anglicana, surgem no século XVI e defendem:

 Luteranismo - Salvação pela fé

Calvinismo - Teoria da Predestinação

Anglicanismo - Ato de Supremacia: o Rei é o chefe da Igreja

 

Têm como princípios comuns:

 - A Bíblia é a única fonte de fé

- Celibato dos padres não é obrigatório

- Só existem dois sacramentos: Batismo e comunhão

- Uso das línguas nacionais no culto e não do latim.

- Reação ao Papa como chefe da Igreja.





domingo, 12 de maio de 2019

Matriz e Revisões para a prova global


  
MATRIZ DA PROVA GLOBAL

Ano letivo 2018/2019
Domínio/subdomínio
Conteúdos
Cotação
 (em pontos)
Grupo I
Subdomínio 2.1. O mundo helénico
      Caracteriza o modelo de democracia ateniense do século V a.C. no seu pioneirismo e nos seus limites.
       Definir romanização
      Enumerar aspetos do património material e imaterial legado pelos gregos e romanos.


25
Grupo II

Subdomínio 5.1.
O expansionismo Europeu



      Explica as condições e motivações de arranque da expansão portuguesa
     Localiza geograficamente as etapas da expansão marítima portuguesa no séc. XV
     Explica o acordo luso-castelhano de Alcáçovas
     Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.
     Avalia as consequências do encontro de culturas

25
Grupo III

Subdomínio 6.1.
A arte barroca nas suas principais expressões



      Caracteriza a arte barroca nas suas principais expressões




10
Grupo IV
Subdomínio 6.2.
Um século de mudanças (século XVIII)

        Identifica os princípios norteadores do   Iluminismo e os seus principais representantes
       Analisa a influência das ideias iluministas na governação do Marquês de Pombal.



28
Grupo V
Subdomínio 7.2.
Revoluções e Estados liberais conservadores: as revoluções, americana, francesa e portuguesa

       Compara os princípios políticos e sociais do Antigo Regime com os princípios aplicados a partir das Revoluções Liberais



12%
Total: 100




A Herança do Mediterrâneo Antigo
      Caracteriza o modelo de democracia ateniense do século V a.C. no seu pioneirismo e nos seus limites.
Definir romanização
  Enumerar aspetos do património material e imaterial legado pelos gregos e romanos.
A Democracia ateniense foi fundada por  Clístenes e Péricles no século V A. C.
Era uma democracia:
 .  indirecta:  só 500 cidadãos eram sorteados para o Conselho dos 500 ( 50 de  cada vez)      
  . direta:  na Eclésia ou Assembleia dos Cidadãos participavam  todos os cidadãos
Todos os cidadãos eram iguais perante a lei, mas eram uma minoria, na sociedade. (c. 10%)
Era uma democracia que apresentava limitações:
- só os Cidadãos (filhos de pai e mãe ateniense) participavam na vida política.
A eleição era feita por nomeação ( ex: Magistrados) ou sorteio ( ex.:Bulé)
Não podiam participar na vida política:
 os Metecos – estrangeiros – não podiam ter propriedades; eram comerciantes
- Mulheres
- Escravos.
Segundo  Péricles,  a Democracia ateniense procura  satisfazer o maior número de pessoas e não apenas  uma minoria; “ no tocante às leis, todos são iguais;  Não é o facto de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos”; “a pobreza não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à cidade, seja impedido de fazê-lo.”
Apesar  de Clístenes e Péricles terem posto em prática um regime democrático,
 não era perfeito. A democracia ateniense estabeleceu a igualdade entre os  homens livres.. Atenas concedeu o direito de cidadania aos cidadãos estabelecidos  no seu território. Aos olhos dos atenienses  nenhuma sociedade podia dispensar os  escravos, considerados por alguns, seres inferiores.  A fim de consagrar as suas  forças e inteligência à cidade, os cidadãos deviam estar aliviados das ocupações domésticas e dos trabalhos manuais; as mulheres deveriam viver no Gineceu e  dedicar a sua inteligência à gestão da casa e à educação dos filhos e não poderiam participar na vida política. Havia, ainda,  limitações à liberdade de expressão,  o que levou alguns cidadãos ao ostracismo, ou à condenação à morte. Atenas  serviu-se, também, da Liga de Delos para impor a sua supremacia sobre  os seus aliados, foi o imperialismo.
Em síntese, que limitações tinha a democracia ateniense?
As mulheres não podiam participar na vida política. Cabia-lhes educar os filhos e gerir a casa.
Viviam na dependência de pais e maridos. Permaneciam, grande parte do tempo, na parte feminina da casa – o Gineceu.
Os Metecos eram os estrangeiros residentes em Atenas. Não podiam participar na vida da sua cidade. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, chegando a acumular grandes fortunas. Tinham o dever de cumprir o serviço militar e de pagar impostos.
Existia escravatura, sendo os escravos considerados seres inferiores e que  não tinham nenhuns direitos.
Quem tentasse tomar o poder da pólis (cidade), era  votado ao ostracismo (exílio)
Tal como outros, o filósofo Sócrates acusado de corromper, a juventude foi condenado à morte.
Atenas tentou dominar outras cidades e fundou a Liga de Delos, ou seja, foi imperialista.

A civilização grega  e romana contribuiu com um legado importante para  o mundo Ocidental atual:
Os gregos ampliaram o alfabeto Fenício, passando-os, depois aos romanos
Divulgaram a moeda
Atenas foi o berço da democracia
O Culto de Dionísio - originou o teatro
Foi na  Grécia que se originou a Filosofia ( amigo da sabedoria), a arte de bem pensar.
Foi na  Grécia que se originou da História, como narrativa dos factos passados para exemplo futuro com Heródoto; Tucídides e a Oratória  - arte de bem falar e convencer
O seu Ideal de vida: "Alma sã numa corpo são" ainda é hoje a base dos sistemas educativos ocidentais: sistema de educação integral e equilibrado, baseado no desenvolvimento da parte intelectual, física e espiritual do ser humano.
Foi a Grécia que  criou os Jogos Olímpicos, em honra do deus Zeus, em Olímpia
A Arte grega  é  um equilíbrio sempre repetido ao longo do tempo com o frontão e as ordens: dórica; jónica e coríntia.


CIVILIZAÇÃO ROMANA
ROMANIZAÇÃO
O exército disciplinado, a rede de estradas, a língua latina, o direito romano e a administração romana concedendo o papel de cidadãos aos povos conquistados e integrando os seus chefes, na administração, são importantes elementos de romanização.
Nos territórios dos povos conquistados, os romanos desenvolveram a agricultura com novos métodos, a criação de gado; a exploração do solo e o comércio.
Desta forma, os Romanos conseguiram conquistar um vasto Império e influenciar profundamente, os povos conquistados.
O processo de influência cultural dos romanos sobre os povos conquistados denomina-se romanização.

Fatores de romanização:
Os romanos construíram por todo o Império estradas, Pontes; monumentos como teatros, circo,  nomes de cidades; tornaram obrigatório o latim nos documentos oficiais.
Ensinaram novos métodos de construção:

LEGADO CIVILIZACIONAL ROMANO
Os romanos influenciaram a nossa civilização através de:
- Latim
-Numeração romana
-Conceito utilitário da arquitetura, construindo estradas; pontes; aquedutos; casas; termas; teatros; anfiteatros;  templos e o conceito de urbanismo.
- A nível arquitetónico inventaram o arco de volta perfeita; abóbada de berço e a cúpula.







Conceito de arte monumental.
- DIREITO Romano aplicado a todos os povos conquistados.
- Direito de cidadania extensivo a todos os povos livres do Império.
- Administração – Município.
- Novas técnicas de fazer artesanato e agricultura.
- No final do Império, permitiram a divulgação do Cristianismo.
- Conceito de lazer baseado na comédia e nos jogos de anfiteatro ( jogos de homens com animais e homens com homens).
- Literatura. Ex. A Eneida de Virgílio vai influenciar os Lusíadas.
- Imitaram e transmitiram a filosofia grega.
- Novos elementos na arquitetura como: arco de volta perfeita; abóboda de berço e a cúpula.

Expansão e Mudança nos séc.XV e XVI
- Explica as condições e motivações de arranque da expansão portuguesa.

Os portugueses tinham condições geográficas priviligeadas: longa faixa marítima;  bons portos;povo com mentalidade marítima,identificando-se com o uso do mar, que  entendeu o valor do mar e dele quis tirar proveito.  valor do mar e dele quis tirar proveito;  humanas:  povo habituado à pesca. Durante a idade Média, a, a base da economia portuguesa foi a agricultura e a economia portuguesa foi a pesca; condições técnicas: Conhecimento das técnicas de marear como a as técnicas de marear: navegação por cabotagem (ao longo da costa); Caravela com vela latina que permitia bolinar ( navegar contra o vento), conhecimento de instrumentos de orientação: bússola, astrolábio, quadrante, balestilha; condições Sociais: Espírito de cruzada. Todos os grupos sociais estavam motivados a lançarem-se na expansão.

Meios técnicos



Astrolábio; Balestilha; Quadrante








Motivações:
Económicas: Procura de cereais; acesso a novos produtos (especiarias, açúcar, plantas tintureiras….), procura de metais preciosos como o ouro e a prata.
Sociais: Coroa queria afirmar-se internacionalmente, ganhando prestígio, através do controlo de novas terras; resolver os problemas sociais e económicos provocados pela diminuição demográfica e pelas guerras com Castela; Nobreza: pretendia ter acesso a novos cargos administrativos e militares e ao alargamento dos seus territórios, com vista ao aumento das suas rendas; Burguesia:  pretendia encontrar novos mercados e produtos; Povo: esperança de melhorar a sua vida, através da distribuição para cultivar e encontrar novas ocupações.
Religiosas: Difusão da fé cristã e combate aos infiéis (muçulmanos).

- Localiza geograficamente as etapas da expansão marítima portuguesa no séc. XV
Etapas da Expansão:


O Infante D. Henrique foi o grande impulsionador dos Descobrimentos até à Serra Leoa. Depois da sua morte, D. Afonso V arrendou o comércio e navegação do Golfo da Guiné a Fernão Gomes, com a obrigação de descobrir 100 léguas de costa, por ano.
D. João II, quando toma o poder, dirige o comércio em regime de monopólio régio, impulsionando a descoberta da coata ocidental africana entre o Cabo de Santa Catarina  e S. Brás, já na costa oriental.
É neste reinado que Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança, assim chamado porque a partir daí, os portugueses tinham a esperança de chegar à Índia.


A rivalidade luso-castelhana


- o acordo luso-castelhano de Alcáçovas




A expansão marítima conduziu a conflitos entre Portugal e Castela, ambos interessados no domínio dos mares e na descoberta de novas terras.
A chegada de Cristóvão Colombo à América reacendeu a rivalidade luso-castelhana. Invocando o Tratado de Alcáçovas (1479), que concedia a Portugal as terras a sul das ilhas Canárias, D. João II entendia que os novos territórios descobertos pertenciam a Portugal. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertos por um navegador ao seu serviço. Para resolver este diferendo, o papa apresentou uma proposta na qual o mundo seria dividido por dois grandes meridianos. A proposta foi aceite e em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que definia a posse das terras descobertas ou a descobrir por Portugal e Espanha: a ocidente do meridiano, as terras pertenciam a Espanha, a oriente, pertenciam a Portugal.
Estava assim estabelecida a doutrina do mare clausum ("mar fechado"), princípio que impedia a navegação marítima de outros países.
Antes deste tratado, existia já um outro, o de Alcáçovas (1479), no entanto, depois da viagem de Cristóvão Colombo, D. João II  solicita a redefinição das zonas de expansão, por considerar que as terras de Colombo ficavam no paralelo português de Alcáçovas. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertas por um navegador ao seu serviço. No entanto, a reunião de Tordesilhas irá definir a divisão do mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental de Cabo Verde, dá a Castela as Antilhas, descobertas por Colombo, mas abre boas perspectivas de domínio de terras aos portugueses. É o caso do Brasil e da Índia.

- Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.




Colombo faz a 1ª viagem às Antilhas, D. João II já se tinha encarregado da política de expansão, mandando Diogo Cão navegar para sul; Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, por terra, para se informarem da navegabilidade da costa oriental de África e Bartolomeu Dias para descobrir a passagem entre o oceano Atlântico e o Índico.



As Antilhas descobertas por Colombo ficavam localizadas em terras que, segundo o Tratado de Alcáçovas podiam ser portuguesas. Desta forma, D. João II, apesar de terem sido descobertas ao serviço dos reis de Castela, reivindica-as para a Coroa portuguesa. Depois de muitas negociações é assinado o Tratado de Tordesilhas que dá as Antilhas aos castelhanos, mas divide o mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste de Cabo verde: o ocidental para Castela e o oriental para Portugal.
O Tratado de Tordesilhas vai dar a Portugal o comércio da costa ocidental africana, a Índia e quase todo o extremo oriente e, mais tarde, o Brasil.

- Avalia as consequências do encontro de culturas

Transformações decorrentes do comércio à escala mundial
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Contactos dos portugueses com outros Povos
Em África, os portugueses  contactaram com a civilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.

Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa: Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão: Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

Influência da Expansão em Portugal
Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos negros para todas as tarefas.
Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta, canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.
Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.
O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e influenciou na arte.
A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.

Contactos dos portugueses com outros Povos
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Em África, os portugueses  contactaram com acivilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.
Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa – Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão:
Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

A arte barroca nas suas principais expressões

- Caracteriza a arte barroca nas suas principais expressões
A Arquitectura barroca caracteriza-se:
- GRANDIOSIDADE
- DINAMISMO DAS FORMAS
- EXUBERÂNCIA DECORATIVA
- GOSTO PELO MOVIMENTO – TRANSMITIDO PELA UTILIZAÇÃO DE CURVAS E CONTRACURVAS E FACHADAS ONDULANTES.

- HORROR AO VAZIO – DE QUE RESULTA A DECORAÇÃO EXUBERANTE DOS ESPAÇOS, PREENCHIDOS COM BAIXOS-RELEVOS, AZULEJOS, TALHA DOURADA



                                                          Igreja de S. Francisco, Porto

Gosto pelo MOVIMENTO – transmitido pela utilização de curvas e contracurvas e fachadas ondulantes.



A escultura barroca caracteriza-se:
- MOVIMENTO
- DRAMATISMO
- JOGO DE LUZ E SOMBRA

- ATITUDE E EXPRESSÃO EMOTIVA


 Êxtase de Santa Teresa – Bernini

PINTURA
- INTENSIDADE DE LUZ E DA COR
- DRAMATISMO DA CENA

- CONTRASTES DE LUZ E SOMBRA
  
                                              Ronda da noite de Rembrand.

- PROCURA DE ILUSÕES ÓPTICAS.
              Abóboda da capela de Stº Inácio (Igreja de Jesus Roma).

               Ilusão ótica.

 Como se caracteriza a arte barroca?
 Arquitetura - grandiosidade e riqueza da decoração, pela sensação de movimento e HORROR AO VAZIO.
Escultura -  exuberância das formas, expressões teatrais, DRAMATISMO, jogo de luz e sombra, INTENSIDADE DE LUZ, DA COR e pelo movimento.

Pintura - pela riqueza da cor, contrastes de luz e sombra, movimento, dramatismo das figuras e das cenas e pela procura de ilusões ópticas.
O BARROCO representou uma nova mentalidade.
Marcada pelo espectacular, pela exuberância e pelo dramatismo, por ambientes faustosos, festas pomposas, roupas luxuosas, grandes procissões, música e literatura rebuscada.
O seu aspecto faustoso e deslumbrante serviu à Igreja Católica para atrair fiéis e combater o Protestantismo.
A arte barroca pretende impressionar o crente e chamá-lo à prática religiosa.
 Um século de mudanças (século XVIII)
Identifica os princípios norteadores do Iluminismo e os seus principais representantes

ILUMINISMO
No século XVIII, desenvolveu-se, na Europa, um movimento de renovação cultural que se denominou de Iluminismo.
Este movimento defendia os seguintes princípios:

ANTIGO REGIME:
Designa o período anterior à Revolução Francesa. É dominado a nível político pelo absolutismo régio, baseado na Teoria do Direito Divino da autoridade, ou seja, pensa-se que Deus dá o poder ao Rei que o concentra na sua pessoa, tendo, apenas que dar contas a Deus.  A pouco e pouco, passa mesmo a governar sozinho, sem convocar as Cortes. A sociedade é hierarquizada, divide-se em Ordens privilegiadas (Clero e Nobreza) e Povo ( Burguesia e povo) sem privilégios, tendo que sustentar as outras ordens com o seu trabalho e pagando-lhes impostos.
O Iluminismo vem pôr em causa estes princípios:

Que princípios defendia o Iluminismo?

Crença no valor da Razão – só a razão liberta o Homem da ignorância e das forças opressoras (religião, Igreja, Estado absolutista)
A Ideia de Progresso – a educação é a via privilegiada para o progresso da Humanidade.
O direito à Felicidade – a sociedade deve ser organizada de modo a que o Homem possa ser feliz.
O espírito de Tolerância – os homens devem lutar pela igualdade perante a lei, justiça, liberdade de pensamento e respeito pelos outros. Ex: Voltaire
Soberania popular – Contrato Social: o poder reside no povo que o cede aos seus representantes para governarem de acordo com os interesses do povo. Ex: Rousseau
Divisão tripartida do poder legislativo; executivo e judicial. Ex: Montesquieu
OS IDEAIS ILUMINISTAS DIFUNDIRAM-SE ATRAVÉS DE:
- Clubes; cafés; salões; academias; jornais; livros (como a enciclopédia) e ainda por ação da Maçonaria.
Os ideais iluministas foram aplicados nas Revoluções Liberais ( Independência dos Estados Unidos da América; Revolução Liberal Portuguesa), bem como em todo um conjunto de revoluções ocorridas por toda a Europa e América. Os regimes saídos destas revoluções defendem:
- Igualdade e Liberdade da pessoa Humana
- Soberania popular: o poder reside no povo que o cede através de um contrato (eleições) aos seus governantes, tendo estes que governar de acordo com a vontade popular. Esta teoria á baseada no “Contrato Social” de Rousseau.
- Divisão Tripartida do Poder – ( Teoria defendida por Montesquieu) -  O poder é separado em Legislativo ( Assembleia ou Parlamento), que faz as leis; executivo ( rei ou presidente), que aplica as leis e judicial  (tribunais) que julga quem não cumpre as leis.
A influência das ideias iluministas na governação do Marquês de Pombal.

 DESPOTISMO ESCLARECIDO
O Marquês de Pombal foi um estrangeirado que, como Luís António Verney, Francisco Sanches e outros, estudou no estrangeiro e tomou contacto com as ideias iluministas. Quis mesmo implementá-las no nosso país. O urbanismo de Lisboa com ruas largas e em quadrículas, casas inovadoras no desenho e na funcionalidade anti-sísmica e antid, estrutura muito semelhante, da mesma altura, sem evidentes distinções de  ordens sociais. As reformas no ensino são exemplos da criação de uma sociedade onde diminuem os grupos privilegiados e se dá poder à burguesia., criando-se uma “Aula do Comércio” para a burguesia aplicar nos seus negócios.

Reformas pombalinas: 

Revoluções e Estados liberais conservadores: as revoluções, americana, francesa e portuguesa
- Compara os princípios políticos e sociais do Antigo Regime com os princípios aplicados a partir das Revoluções Liberais

PRINCÍPIOS DEFENDIDOS PELAS REVOLUÇÕES LIBERAIS
Defendiam os seguintes princípios ILUMINISTAS: Crença no valor da razão; ideia do progresso; o direito à felicidade; espírito de tolerância; a soberania popular e a divisão dos poderes.
Lutavam contra desigualdade social, a intolerância, a ignorância (falta de instrução) do povo.
Constituição  dos EUA (1789) . Aplicou os ideais iluministas: Separação dos poderes; liberdade  e direitos dos cidadãos; Soberania da Nação.
A Revolução Francesa impôs uma nova conceção do poder, soberania da Nação, separação dos poderes, monarquia constitutucional;nova ordem social:  extinção da sociedade de ordens, passagem à sociedade de classes e ascensão da burguesia;  carácter universalista: difusão dos ideais revolucionárias pela Europa e América.

A Concretização dos ideais revolucionários
Influência da Revolução Francesa na Europa

Alterações políticas:

- Fim da monarquia absolutista;
- Separação dos poderes;
- Soberania nacional (expressa no voto do povo9
- Constituição  ( obedecendo à lei de separação dos poderes)
- Direitos e liberdades fundamentais
- O que dá origem ao e de novos regimes pela Europa  e América.

Mudanças Sociais:
- Fim da sociedade de ordens~- abolição dos privilégios da nobreza e do clero
- Igualdade dos cidadão perante a Lei
- Promoção da burguesia

Tudo isto conduz à sociedade de classes.