quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Antigo Regime - Economia

 

Antigo Regime - Economia


Motivação:

Vídeo - Escola Virtual - O Mercantilismo

Questões orientadoras:

- Como se carateriza a economia do Antigo Regime?

- O que defendia política económica mercantilista?

- Qual a importância da política mercantilista?

- O que defendia o Tratado de Methuen

- Qual o seu papel na política económica portuguesa do Antigo Regime?


No antigo Regime, a principal atividade económica era a agricultura rudimentar e atrasada do ponto de vista tecnológico, na maior parte dos países.

 A partir do século XVI, com a política do mare liberum, o comércio desenvolveu-se à escala mundial pondo em contacto regular os continentes europeu, a África, a Ásia e a América. Produtos de luxo coloniais, como  especiarias; pedras preciosas; sedas e veludos circulavam nas grandes cidades europeias trazidas pelos barcos das grandes companhias de comércio que obtinham grande parte do seu capital através de empréstimos pedidos aos Bancos e vendendo ações na Bolsa como a de Londres e Amsterdão.

 Nos séculos XVII e XVIII imperava em quase todos os países da europa uma política económica que se designa por mercantilismo
O modelo mais característico de mercantilismo foi o aplicado em França por Colbert
Mercantilismo DOUTRINA ECONÓMICA PROTECIONISTA QUE DEFENDIA A IDEIA DE QUE A RIQUEZA DE UM PAÍS DEPENDIA DA QUANTIDADE DE METAL PRECIOSO QUE A COROA RETINHA NOS SEUS COFRES. COM ESTA TEORIA ECONÓMICA PRETENDIA-SE ASSEGURAR UMA BALANÇA COMERCIAL FAVORÁVELATRAVÉS DO AUMENTO das EXPORTAÇÕES  E DIMINUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES.



Para conseguir tal feito, era necessário:
- desenvolver as manufaturas
- desenvolver o comércio colonial.

Ou seja, conseguir um saldo positivo da balança comercial. Entraria assim mais dinheiro no país através das vendas ao estrangeiro do que aquele que saía através das compras.
O mercantilismo era, pois, uma forma de protecionismo económico – o estado intervinha na economia, regulando e protegendo quer a produção quer o comércio, mesmo através de taxas alfandegárias (altas para as importações) e leis pragmáticas que proibiam o luxo – e era simultaneamente uma forma de nacionalismo económico, visto que cada estado defendia intransigentemente os interesses do próprio país contra os das nações rivais.
EX: Colbert, ministro do rei Luís XIV

Nesta altura, Portugal, com uma agricultura pouco produtiva e desprovido de indústria, a economia portuguesa até meados do séc. XVII dependia fundamentalmente do sal e da venda das mercadorias coloniais para compensar o grande volume de compras que fazia ao estrangeiro. Sobretudo cereais, produtos manufaturados e de luxo
Contudo, devido à concorrência de ouras potências coloniais, a venda desses produtos baixou. Em 1668-1670, a economia portuguesa entrou em crise. Por outro lado, como a moda europeia se tinha espalhado no país, aumentou a importação de seda e outros produtos de luxo. Assim, a balança comercial era altamente desfavorável (apresentar balança): os rendimentos do estado eram reduzidos e, em contrapartida, as despesas eram bastante elevadas.
Face a esta situação, os governantes portugueses começaram a encarar uma nova solução: desenvolverem a produção interna do País e vários políticos e economistas portugueses defenderam a aplicação, entre nós, das ideias mercantilistas, já em voga em alguns países europeus.


Desta forma o  3º Conde da Ericeira, D. Luís de Meneses vai promover medidas de industrialização, sobretudo dos lanifícios e vidros e de desenvolvimento do comércio, através das grandes Companhias monopolistas de forma a aumentar as exportações. Para diminuir as importações vai decretar altas taxas alfandegárias aos produtos estrangeiros e proibir através das Leis Pragmáticas e Sumptuárias os produtos de luxo que eram importados.

De que modo se explica a falência das primeiras medidas mercantilistas?


O Tratado de Methuen



Por este tratado, os portugueses comprometiam-se a aceitar, sem quaisquer limitações, os lanifícios ingleses no mercado português. Como contrapartida, a Inglaterra aplicaria aos vinhos portugueses taxas alfandegárias mais reduzidas do que aos vinhos franceses, facilitando assim, a venda dos nossos vinhos no mercado britânico. As consequências deste acordo económico foram várias: a indústria portuguesa foi afetada pela concorrência dos têxteis ingleses, de melhor qualidade e mais baratos do que os nacionais; a cultura de cereais foi prejudicada, devido à plantação da vinha em terrenos tradicionalmente cerealíferos; o ouro, em grande parte escoava-se para a Inglaterra com o objetivo de equilibrar a balança comercial que nos era desfavorável Em suma, Portugal prejudicava a sua Indústria manufatureira nascente, embora conseguisse impor um novo produto de exportação, o vinho do Porto que a curto espaço foi rejeitado pelos ingleses, dado que a extensão da plantação em terrenos impróprios, devido à ganância levou à baixa da sua qualidade.
O TRATADO DE METHUEN REPRESENTOU UM GOLPE FINAL NA POLÍTICA MERCANTILISTA NACIONAL, AFECTOU, A LONGO PRAZO, O SECTOR MANUFACTUREIRO E MARCOU O INÍCIO DA DEPENDÊNCIA ECONÓMICA DE PORTUGAL EM RELAÇÃO À GRÃ-BRETANHA
A chegada do Ouro  do Brasil conduziu, também, ao fracasso das medidas mercantilistas contra a crise de finais do séc. XVII, já que foi utilizado:
- PARA PAGAR A DÍVIDA EXTERNA
- PARA FINANCIAR UM NÍVEL DE VIDA FAUSTOSO E PARA CUNHAR MOEDA SEM RESTRIÇÕES
POR FIM, PORTUGAL DESINTERESSOU-SE DO SEU PLANO MANUFACTUREIRO


Avaliação: 

Questões manual

Questões Escola Virtual

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Antigo Regime - O Absolutismo

 

Motivação:

"O Homem da Máscara de Ferro" - dirigido por Randall Wallace e produzido por Russell Smith, tendo no elenco: Leonardo DiCaprio; John Malkovich; Jeremy Irons; Gabriel Byrne; Gérard Depardieu; Anne Parillaud e Judith Godreche.

É baseado no romance de Alexandre Dumas, O Visconde de Bragelonne, tem como personagens centrais o rei francês Luís XIV e seus mosqueteiros (Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan).


Mostra o fausto de uma corte absolutista. 










Em oposição ao fausto da Corte, pode observar-se a miséria popular que se manifesta e revolta.





Questões orientadoras:

Como se define Antigo Regime?

Que regime político vigora no Absolutismo?

Quem detém o poder no Absolutismo?

Que grupos sociais existem no Antigo Regime?

Qual a função de cada um deles?





Desenvolvimento:


Escola Virtual


Conclusão:


Antigo regime                                                 Liberalismo
 XVI   ----------------------                    XVIII------------------------------  XIX



O antigo regime ficou marcado pelo pelo absolutismo, na política, mercantilismo, na economia e pela divisão em ordens, na sociedade. A cultura, a arte e a mentalidade foram marcadas pelo estilo barroco.

Luís XIV, em França e D. João V, em Portugal constituem exemplos de monarcas com poderes absolutos. Segundo esta forma de poder, o rei é o representante de deus na terra  e, por isso, não tem que responder publicamente pelas decisões tomadas. O rei detinha  poder legislativo, executivo e judicial



No período do “Antigo regime”, há em quase toda a Europa, a afirmação de um regime político caracterizado por um governo forte e pessoal dos reis, apoiados por uma complicada máquina burocrática. É o absolutismo real ou monárquico.
Fundamento jurídico:  Direito divino da autoridade
Quem detém o poder: O Rei
Poderes: Legislativo; executivo e judicial concentrados na pessoa do rei
Origem do Poder: É considerada divina
Apoios ao poder: Poder económico ; grupos sociais controlados pelo rei
Exemplos do absolutismo: Em França: Luís XIV; Luís XV
Exemplos do absolutismo em Portugal: D. João V
Como agem os reis absolutos: Os reis centralizam o poder; deixam de convocar as Cortes que são órgãos consultivos aos três estados: Clero, nobreza e povo.
Instrumentos do poder: Controlo social até da nobreza; Luxo excessivo do rei  que veste de forma sumptuosa e da nobreza que vive na corte; coches; jogos; bailes; grandes palácios como o de Versalhes e Mafra. Grandes obras públicas como em Portugal o Aqueduto das águas livres, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, parte da coleção do Museu Nacional dos Coches, possivelmente a mais importante a nível mundial.












Em Portugal, o monarca português D. João V, deixou de convocar cortes e centralizou os poderes, criou uma corte faustosa, promoveu espetáculos, teatros, festas e procissões para impressionar a população e transmitir uma imagem de grandeza e magnificência; mandou construir grandes edifícios como o Palácio Nacional e Convento de Mafra ,o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa; grandes obras públicas como em Portugal o Aqueduto das Águas Livres, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, parte da coleção do Museu Nacional dos Coches, possivelmente a mais importante a nível mundial.


O regime político adotado na maioria dos estados europeus, no Antigo Regime, foi  absolutismo. A Inglaterra e as Províncias Unidas representam  exceções: possuem um regime parlamentar, no qual a burguesia e pequena nobreza se afirma, e o Parlamento controla o poder do rei.






SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME






As caricaturas podem ser um instrumento de análise e crítica política e social, como é o caso destas
O vestuário de cada elemento permite-nos fazer a sua identificação social.


O  senhor de chapéu, trajado com roupas coloridas e sumptuosas (penas ou plumas, acessórios de ourivesaria, chapéus, etc.) era nobre, enquanto o clérigo (com um crucifixo ao pescoço) pertencia ao clero. 
Estes dois grupos sociais eram sustentados pelo povo, que se dedicava à agricultura e à criação de animais e que trajava de forma mais modesta.


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

MIguel Ângelo - dramatização

 

Dramatização - Miguel Ângelo

 

Bom dia! Eu sou o Miguel Ângelo o meu amigo Leonardo da Vinci tinha combinado com, a professora Fátima, vir até aqui para vos falar e pede desculpa, mas porque lhe surgiu um imprevisto vai chegar mais tarde. Ele pediu-me para vos falar sobre arquitetura renascentista. Em primeiro lugar tenho que vos dizer que nós os renascentistas apreciamos a cultura grega e romana, que vocês já estudaram o ano passado. No entanto, os arquitetos renascentistas não se limitaram a copiar os antigos. De facto, assumiram a vontade de criar uma arquitetura que, apesar de ter como ponto de partida os modelos da Antiguidade, sujeitam-nos ao princípio do racionalismo (ou seja, eles vêm o mundo à luz da razão, isto é, através da inteligência e do pensamento lógico). O equilíbrio geométrico, a simetria e a horizontalidade são características dos projetos arquitetónicos dos renascentistas. Mas para que vocês compreendam melhor o que vos digo, o Leonardo da Vinci emprestou-me a maqueta de uma igreja que ele desenhou.

 

Mostra a maqueta:

 

·         Tira a cúpula e mostra-a

 

·         Aqui estão os arcos de volta perfeita (aponta)

 

·         Aqui estão presentes  as colunas jónicas que já conheceis da arte grega.

 

·         Reparem aqui vêm as balaustradas

 

·         Aqui vemos um friso

 

Bem eu trouxe esta maqueta, mas poderia ter-vos trazido outra, ou por exemplo, um esboço da basílica de S. Pedro em Roma, cuja cúpula, é da minha autoria. Se calhar a vossa professora até já tem uma fotografia?

 

Bem fica aqui a maqueta para que a possam ver no final da aula. Espero que tenham gostado deste bocadinho, agora tenho mesmo que ir. Até uma próxima!

domingo, 14 de novembro de 2021

Revisões 2ª ficha - Expansão

 A rivalidade luso-castelhana



- o acordo luso-castelhano de Alcáçovas




A expansão marítima conduziu a conflitos entre Portugal e Castela, ambos interessados no domínio dos mares e na descoberta de novas terras.
A chegada de Cristóvão Colombo à América reacendeu a rivalidade luso-castelhana. Invocando o Tratado de Alcáçovas (1479), que concedia a Portugal as terras a sul das ilhas Canárias, D. João II entendia que os novos territórios descobertos pertenciam a Portugal. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertos por um navegador ao seu serviço. Para resolver este diferendo, o papa apresentou uma proposta na qual o mundo seria dividido por dois grandes meridianos. A proposta foi aceite e em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que definia a posse das terras descobertas ou a descobrir por Portugal e Espanha: a ocidente do meridiano, as terras pertenciam a Espanha, a oriente, pertenciam a Portugal.
Estava assim estabelecida a doutrina do mare clausum ("mar fechado"), princípio que impedia a navegação marítima de outros países.
Antes deste tratado, existia já um outro, o de Alcáçovas (1479), no entanto, depois da viagem de Cristóvão Colombo, D. João II  solicita a redefinição das zonas de expansão, por considerar que as terras de Colombo ficavam no paralelo português de Alcáçovas. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertas por um navegador ao seu serviço. No entanto, a reunião de Tordesilhas irá definir a divisão do mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental de Cabo Verde, dá a Castela as Antilhas, descobertas por Colombo, mas abre boas perspectivas de domínio de terras aos portugueses. É o caso do Brasil e da Índia.

- Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.




Colombo faz a 1ª viagem às Antilhas, D. João II já se tinha encarregado da política de expansão, mandando Diogo Cão navegar para sul; Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, por terra, para se informarem da navegabilidade da costa oriental de África e Bartolomeu Dias para descobrir a passagem entre o oceano Atlântico e o Índico.



As Antilhas descobertas por Colombo ficavam localizadas em terras que, segundo o Tratado de Alcáçovas podiam ser portuguesas. Desta forma, D. João II, apesar de terem sido descobertas ao serviço dos reis de Castela, reivindica-as para a Coroa portuguesa. Depois de muitas negociações é assinado o Tratado de Tordesilhas que dá as Antilhas aos castelhanos, mas divide o mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste de Cabo verde: o ocidental para Castela e o oriental para Portugal.
O Tratado de Tordesilhas vai dar a Portugal o comércio da costa ocidental africana, a Índia e quase todo o extremo oriente e, mais tarde, o Brasil.

Avalia as consequências do encontro de culturas

Transformações decorrentes do comércio à escala mundial
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Contactos dos portugueses com outros Povos
Em África, os portugueses  contactaram com a civilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.

Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa: Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão: Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

Influência da Expansão em Portugal
Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos negros para todas as tarefas.
Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta, canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.
Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.
O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e influenciou na arte.
A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.

Contactos dos portugueses com outros Povos
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.
Em África, os portugueses  contactaram com acivilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.
Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

Elementos de aculturação:
Goa – Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.
Japão:
Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

Expansão - Grelha de avaliação

 

Grelha da 2ª ficha de avaliação sobre Expansão

Aprendizagens essenciais

 

 Orientadores de estudo

 Tipo de

 questões

 Cota

ção

 

Critérios de correção

- Relacionar a política expansionista de D. João II e a

assinatura do Tratado de Tordesilhas com a estratégia

ibérica de partilha de espaços coloniais;

 

 

 

 

-Identificar as principais características da conquista e da ocupação espanholas na América Central e do Sul;

 

- Caracterizar sumariamente as principais civilizações de África, América e Ásia à chegada dos europeus;

 

- Distinguir formas de ocupação e de exploração económicas implementadas por Portugal em África, Índia e Brasil, considerando as especificidades de cada uma dessas regiões;

 

- Explicar a submissão violenta de diversos povos e o tráfico de seres humanos como uma realidade da expansão;

 

- Identificar as rotas intercontinentais, destacando os

principais centros distribuidores de produtos ultramarinos;

 

- Sintetizar de que forma que as novas rotas de comércio

intercontinental constituíram a base do poder global naval português, promovendo a circulação de pessoas e produtos e influenciando os hábitos culturais;

 

Manual p. 18, 19 ( D. Manuel....); p.24 a 41; p.p. 44 e 45.

Blogue Estoriar

 

Descreve a política expansionista de D. João II.

Relaciona o Tratado de Tordesilhas com a rivalidade luso-castelhana.

Refere a importância da passagem do Cabo das Tormentas para os portugueses.

Explica a finalidade da construção do Império português do Oriente.

Diferencia a política de D. Francisco de Almeida e Afonso de Albuquerque.

Carateriza as civilizações ameríndias aquando da chegada dos espanhóis.

Localiza no espaço rotas comerciais.

Localiza no espaço e no tempo o início do Império espanhol.

Localiza no espaço e no tempo a presença portuguesa no Brasil

Indica os interesses portugueses em território brasileiro

Explica o modelo de administração do território brasileiro.

 Avalia as consequências da presença europeia no que respeita aos povos ameríndios.

Identifica as novas rotas do comércio intercontinental do séc XVI

Enumera as consequências destas trocas intercontinentais.

Relaciona a dinamização dos centros europeus com a chegada dos novos produtos-

Define: Feitoria; Capitão-Donatário; Mare Clausum; Vice-rei; aculturação; miscigenação

 

 

Escolha múltipla;

 

 

Verdadeiro Falso;

 

Traçado de rotas

 

Executar legenda de mapas

 

Preenchimento de espaços

 

 

 

 

 

 

 

Desenvolvimento

 

 

 

 

 

 

 

 

70

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30

 

Seleção de hipótese de resposta

correta.

 

 

 

 

 Prencimento correto de espaço; completamento de rotas e legendas de forma correta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

redação correta com introdu

ção, desenvolvimento e conclusão             nceitos históricos corretos

Análise e integração adequada das fontes na elaboração da resposta.

Utilização correta dos conceitos e outra terminologia específicos da disciplina

 Adequação ao assunto da questão.

Total

 

 

100

 

 



 

Aprendizagens essenciais

 

 

orientadores de estudo

 

Tipo de

 questões

 

Cotação

- Relacionar a política expansionista de D. João II e a

assinatura do Tratado de Tordesilhas com a estratégia

ibérica de partilha de espaços coloniais;

 

 

 

 

-Identificar as principais características da conquista e da ocupação espanholas na América Central e do Sul;

 

- Caracterizar sumariamente as principais civilizações de África, América e Ásia à chegada dos europeus;

 

- Distinguir formas de ocupação e de exploração económicas implementadas por Portugal em África, Índia e Brasil, considerando as especificidades de cada uma dessas regiões;

 

- Explicar a submissão violenta de diversos povos e o tráfico de seres humanos como uma realidade da expansão;

 

- Identificar as rotas intercontinentais, destacando os

principais centros distribuidores de produtos ultramarinos;

 

- Sintetizar de que forma que as novas rotas de comércio

intercontinental constituíram a base do poder global naval português, promovendo a circulação de pessoas e produtos e influenciando os hábitos culturais;

 

Manual p. 18, 19 ( D. Manuel....); p.24 a 41; p.p. 44 e 45.

Blogue Estoriar


Descreve a política expansionista de D. João II.

Relaciona o Tratado de Tordesilhas com a rivalidade luso-castelhana.

Refere a importância da passagem do Cabo das Tormentas para os portugueses.

Explica a finalidade da construção do Império português do Oriente.

Carateriza as civilizações ameríndias aquando da chegada dos espanhóis.

Localiza no espaço rotas comerciais.

Localiza no espaço e no tempo o início do Império espanhol.

Localiza no espaço e no tempo a presença portuguesa no Brasil

Indica os interesses portugueses em território brasileiro

Explica o modelo de administração do território brasileiro.

 

Avalia as consequências da presença europeia no que respeita aos povos ameríndios.

Identifica as novas rotas do comércio intercontinental do séc XVI

Enumera as consequências destas trocas intercontinentais.

Relaciona a dinamização dos centros europeus com a chegada dos novos produtos

Define: Feitoria; Capitão-Donatário; Mare Clausum; Vice-rei; aculturação; miscigenação

 

 

Escolha múltipla;

 

 

Verdadeiro Falso;

 

Traçado de rotas

 

Executar legenda de mapas

 

Preenchimento de espaços

 

 

 

 

 

 

 

Desenvolvimento

 

 

 

 

 

 

 

 

70

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30

Total

 

 

100


Explica o acordo luso-castelhano de Alcáçovas

 

A expansão marítima conduziu a conflitos entre Portugal e Castela, ambos interessados no domínio dos mares e na descoberta de novas terras.

A chegada de Cristóvão Colombo à América reacendeu a rivalidade luso-castelhana. Invocando o Tratado de Alcáçovas (1479), que concedia a Portugal as terras a sul das ilhas Canárias, D. João II entendia que os novos territórios descobertos pertenciam a Portugal. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertos por um navegador ao seu serviço. Para resolver este diferendo, o papa apresentou uma proposta na qual o mundo seria dividido por dois grandes meridianos. A proposta foi aceite e em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que definia a posse das terras descobertas ou a descobrir por Portugal e Espanha: a ocidente do meridiano, as terras pertenciam a Espanha, a oriente, pertenciam a Portugal.

Estava assim estabelecida a doutrina do mare clausum ("mar fechado"), princípio que impedia a navegação marítima de outros países.

Antes deste tratado, existia já um outro, o de Alcáçovas (1479), no entanto, depois da viagem de Cristóvão Colombo, D. João II  solicita a redefinição das zonas de expansão, por considerar que as terras de Colombo ficavam no paralelo português de Alcáçovas. Os Reis Católicos defendiam que estes pertenciam a Espanha, pois tinham sido descobertas por um navegador ao seu serviço. No entanto, a reunião de Tordesilhas irá definir a divisão do mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental de Cabo Verde, dá a Castela as Antilhas, descobertas por Colombo, mas abre boas perspectivas de domínio de terras aos portugueses. É o caso do Brasil e da Índia.

 

- Relaciona a viagem de Colombo com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.

  Colombo faz a 1ª viagem às Antilhas, D. João II já se tinha encarregado da política de expansão, mandando Diogo Cão navegar para sul; Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã, por terra, para se informarem da navegabilidade da costa oriental de África e Bartolomeu Dias para descobrir a passagem entre o oceano Atlântico e o Índico.  

As Antilhas descobertas por Colombo ficavam localizadas em terras que, segundo o Tratado de Alcáçovas podiam ser portuguesas. Desta forma, D. João II, apesar de terem sido descobertas ao serviço dos reis de Castela, reivindica-as para a Coroa portuguesa. Depois de muitas negociações é assinado o Tratado de Tordesilhas que dá as Antilhas aos castelhanos, mas divide o mundo por um meridiano que passa a 370 léguas a oeste de Cabo verde: o ocidental para Castela e o oriental para Portugal.


O Tratado de Tordesilhas vai dar a Portugal o comércio da costa ocidental africana, a Índia e quase todo o extremo oriente e, mais tarde, o Brasil.


- Avalia as consequências do encontro de culturas

 Transformações decorrentes do comércio à escala mundial

Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.

Contactos dos portugueses com outros Povos

Em África, os portugueses  contactaram com a civilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.

Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.

Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.

Transmitiram a língua, cultura e religião.

Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.

Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.

No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.

Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.

Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.

Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.

Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.

As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.

Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

 

Elementos de aculturação:

Goa: Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.

Japão: Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda

Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.

Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

 

Influência da Expansão em Portugal

Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos negros para todas as tarefas.

Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta, canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.

Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.

O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e influenciou na arte.

A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.

                    

Contactos dos portugueses com outros Povos

Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre povos.

 Em África, os portugueses  contactaram com acivilização muçulmana, povos em regime tribal que se dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino do Monomotapa com o qual fizeram comércio.

Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.

Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.

Transmitiram a língua, cultura e religião.

Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e China.

Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império do Oriente e Malaca à entrada do Golfo Pérsico.

No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida ( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o extremo oriente, a China e o Japão.

Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa zona.

Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e divulgaram conhecimentos astronómicos.

Na América, contactaram com povos  menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.

Os Espanhóis contactaram com povos mais avançados como os Maias; Astecas e Incas, apropriando-se das suas riquezas.

As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.

Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e construíram diversas cidades à maneira europeia.

 

Elementos de aculturação:

 

Goa – Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e palavras.

Japão:

Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados com os japoneses; espingarda

Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.

Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)

 

Influência da Expansão em Portugal

Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos negros para todas as tarefas.

Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta, canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.

Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.

A moda integrava sedas, veludos, damasco, rendas e muitos produtos de luxo.

O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e influenciou na arte.

A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.